O advogado Vanderlei Pompeo de Mattos, defensor de Graciela Ugolini, a Kelli, pediu que ela não respondesse aos questionamentos do Ministério Público. O pedido foi acatado pela juíza do caso. Sendo assim, o Ministério Público não pode fazer seus questionamentos a Graciela e em seguida a defesa, feita por Pompeo, passou a indagar a ré.
Uma das primeiras perguntas feita pelo advogado foi se a Graciela sabia quem estava pagando seus horários para ele a defender. Graciela disse que era seus familiares e que desconhecia se outra pessoa fazia tal pagamento.
Graciela disse ainda que nunca faltou nada para Bernardo em casa, colocando em xeque os depoimentos de outras pessoas que relataram que o menino muitas vezes chegava com fome e sujo na casa dos vizinhos. A ré destacou ainda que alguns conflitos gerados entre ela e o Bernardo era em função do menino não escovar os dentes, por exemplo.
“Quando ele recebia um não ele não aceitava esse não e aí ele se irritava e então começava os atritos, mas tudo que eu queria era para o bem dele” disse Graciela. A acusada pelo assassinato do menino disse ainda que ia muita na escola de Bernardo e disse que as professoras relatavam a hiperatividade de Bernardo e por isso se iniciou a medicação.
Em seu depoimento a juíza, Graciela disse que ela e Edelvânia cavaram o buraco para enterrar o Bernardo com chave de roda do carro e pedaços de madeira. Disse ainda que quando percebeu que o Bernardo estava morto se desesperou, que ele estava se babando no banco traseiro da caminhonete e sem respirar e diante da situação decidiu com a amiga enterra Bernardo para esconder o corpo, pois não sabia o que fazer. Disse também que mudou o trajeto de retorno a Santo Augusto por ter medo que o Policial Rodoviário fosse perceber a ausência de Bernardo no carro.