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Bandeira preta no Estado suspende inicio das aulas em Santo Ângelo

26 de fevereiro de 2021

 

Prefeito Jacques Barbosa cancela reinício do ano letivo e defende vacinação dos trabalhadores em educação como prioridade

O governador Eduardo Leite antecipou no início da noite desta quinta-feira, 25, a bandeira final preta em todo o Rio Grande do Sul em função do agravamento da pandemia do Coronavírus e o esgotamento da oferta de leitos clínicos e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no sistema de saúde gaúcho.

Leite anunciou a suspensão da cogestão entre Estado e municípios e decretou a implantação da bandeira preta, de situação de alto risco de contaminação pelo Coronavírus, considerando elevado índice de internações hospitalares e a velocidade do contágio. “Estamos elevando o plano de contingência para a última fase. Esgotamos todas as possibilidades de alternativas na questão dos leitos de UTI”, argumentou.

A decisão foi tomada, após reunião virtual do governador com a direção da Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (FAMURS). Eduardo Leite também seguiu as orientações do Comitê Científico Estadual de Apoio ao Enfrentamento à Pandemia COVID-19 e o alerta emitido pelo Centro de Operações em Emergência (COE), do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs).

AULAS SUSPENSAS

Com a decisão do governador, o prefeito Jacques Barbosa anunciou imediatamente a suspensão do início das aulas na rede pública municipal de ensino prevista para segunda-feira, dia 1º de março. “O município segue as orientações do Distanciamento Controlado do Governo do Estado. Com a decisão da implantação da bandeira preta, Santo Ângelo está suspendendo o início das aulas, conforme determina o protocolo. É uma decisão responsável do município em defesa da vida”, afirmou o chefe do Executivo.

Jacques argumentou a prioridade na imunização de todos os trabalhadores da educação para que as aulas reiniciem com segurança às famílias dos alunos e aos servidores. “Além dos profissionais da saúde, que estamos encaminhando para cem por cento da imunização, ponderamos que, para um retorno tranquilo à sala de aula, os trabalhadores em educação sejam vacinados com prioridade. Somente desta forma, teremos um retorno ao ano letivo com tranquilidade para a comunidade escolar”, afirmou o prefeito.

NÚMEROS

Conforme gráficos apresentados pela Secretaria de Estado da Saúde, a situação do sistema público de saúde está no limite, com aumentos exponenciais na transmissão do vírus, na ocupação de leitos clínicos e de UTI e na fila de espera por leitos na rede hospitalar gaúcha.
E a previsão do Estado é pessimista: 60% dos pacientes que chegam às UTIs por covid-19 vieram a óbito. No momento atual são 75%, sem computar a lista de espera por leitos. O número de pacientes recuperados também está em queda nos últimos quatro meses. “A curva de internações em leitos clínicos e de UTI não para de crescer”, alertou a secretária de Estado da Saúde, Arita Bergmann.

Conforme o relatório apresentado aos prefeitos, o ciclo atual apresentam uma evolução preocupante: a internação em leitos clínicos no Estado aumentou nos últimos 18 dias, de 103 para 200/dia e em leitos UTIs em 3,2 vezes aos picos do Coronavírus anteriores. “Seriam necessários mais 60 leitos de UTI diariamente no atual cenário e não existe esta possibilidade”, concluiu a secretária de Saúde, apontando a falta de recursos humanos emergencistas como principal causa.

Foto: Fernando Gomes/Arquivo

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