A cada hora, uma criança ou adolescente sofre violência no Rio Grande do Sul e a cada quatro horas, uma é vítima de violência sexual, segundo o Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde.
Será o primeiro CRAI a funcionar no interior do Estado. O atendimento integrado, com programas e serviços que proporcionam atenção integral e interinstitucional às crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência. Além de perícias física e psíquica, para verificar a ocorrência de violência, as vítimas recebem atendimento integral em saúde, como consultas, exames e internação, recebendo encaminhamento para a rede, se necessário.
Estamos congregando esforços em um momento doloroso para estas crianças e jovens”, comentou a secretária municipal de Saúde, Daniele Meneguzzi. “Esse esforço certamente vai qualificar, ampliar e motivar iniciativas para minimizar esse tipo de crime na sociedade”.
O modelo é o CRAI que desde 2001 funciona no Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, em Porto Alegre, e que foi pioneiro neste tipo de serviço no Rio Grande do Sul.
Até o final do ano a Secretaria Estadual da Saúde, junto com o Programa RS Seguro, Instituto-Geral de Perícias (IGP), Ministério Público e Polícia Civil, deverá inaugurar mais dois CRAIs, em Pelotas e Rio Grande, seguindo o Plano Plurianual (PPA) 2020-2023 do Estado, que prevê a implantação de oito CRAIs em diferentes regiões.