Em Ijuí mais de 400 pessoas procuraram a UPA e outras unidades de saúde, bem como os setores de emergência dos hospitais apresentado sintomas da diarreia aguda. Em Santo Ângelo há 174 casos confirmados da doença. Na cidade de Cruz Alta os pronto atendimentos e unidades de saúde também registraram a procura de pessoas com sintomas da doença, os principais deles diarreia e dores abdominais.
Já estão sendo colhidas amostra de água em diferentes partes dos municípios para análise. O surto da doença está ocorrendo devido a contaminação das águas pelo Norovírus. Lembrando que a contaminação também pode ocorrer por superfícies contaminadas, como por exemplo, as mãos, ou alimentos.
O norovírus pode apresentar resistência às concentrações de cloro aplicadas na água tratada previstas na legislação de potabilidade. Lilian comenta que o aumento de resíduos orgânicos na água pode fazer com que esse vírus resista ao tratamento químico previsto.
O principal sintoma apresentado nesses casos é a diarreia. O aumento do número de evacuações pode ou não ser acompanhado de dor abdominal, náusea, vômito e febre. O surto ocorre a partir de dois casos, com o mesmo quadro clínico e vínculo epidemiológico entre si. Em caso de sintomas desse tipo, é recomendado repouso e aumento na ingestão de líquidos para evitar a desidratação, principalmente em crianças e idosos. Havendo sintomas graves, deve-se procurar a unidade de saúde mais próxima.
Recomendações a população em geral
– Consumir água de fontes seguras (potável) tratadas, que tenham processo de desinfecção por cloro ou outra tecnologia. Caso seja desconhecida a fonte, em situações de emergência, recomenda-se fervê-la antes do consumo e antes do preparo de alimentos por, no mínimo, 5 minutos.
– A higienização das superfícies, equipamentos e utensílios utilizados no preparo e consumo de alimentos deve ser realizada com água tratada e/ou fervida.
– O gelo para consumo ou conservação de alimentos deve ser oriundo de água potável e/ou fervida.
– Higienizar as mãos de forma adequada, lavando-as com água e sabão, principalmente após a utilização de banheiro, troca de fraldas, antes de preparar e manipular alimentos e antes das refeições.
– Afastar as pessoas doentes das atividades de manipulação de alimentos e reforçar a higiene pessoal mesmo após o desaparecimento dos sintomas.
– Realizar a limpeza da caixa d’água uma vez ao ano ou sempre que necessário.
Ambientes de creches e escolas demandam uma maior atenção, visto que são locais mais comuns para esses tipos de surtos.