Endividado, o PT suspendeu viagens de dirigentes e revê contratos de aluguel – NoroesteOnline.com

Endividado, o PT suspendeu viagens de dirigentes e revê contratos de aluguel

13 de dezembro de 2018
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Asfixiada por dívida superior a R$ 4 milhões após a campanha eleitoral, a direção do PT decidiu tomar medidas para equilibrar suas finanças. Viagens de funcionários e dirigentes serão suspensas até janeiro.

A folha de pagamento do diretório nacional será revista, assim como aluguéis e contratos com prestadores de serviços. “As reservas financeiras mantidas pelo PT esgotaram-se”, diz comunicado assinado pela presidente da sigla, Gleisi Hoffmann, e pelo tesoureiro, Emídio de Souza.

Os petistas dizem que o dinheiro do Fundo Partidário, que deve render R$ 93 milhões para a legenda no próximo ano, é insuficiente para seus compromissos. Eles planejam lançar uma campanha de arrecadação na internet e pedir contribuições a parlamentares e filiados.

Os dirigentes também prometem apresentar em breve à executiva nacional novas regras para controle interno, incluindo um sistema de conformidade nos moldes dos que têm sido adotados por empresas para inibir a prática de corrupção.

Outra preocupação dos petistas são as ações que enfrentam na Justiça. A PGR (Procuradoria-Geral da República) pede a devolução de R$ 19 milhões do Fundo Eleitoral gastos no período em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve registro como candidato, mesmo preso.

Lula

Gleisi disse esperar que Lula seja libertado antes do dia 25 deste mês. “Temos muita esperança que Lula saia da prisão antes do Natal”, declarou. “Se isso não acontecer, faremos com ele uma celebração, que já estamos organizando.”

Ela não detalhou como ocorreria tal saída e também não foi específica sobre uma possível concessão de prisão domiciliar para o líder do partido. Lula está preso desde o dia 7 de abril em uma cela da Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba (PR), onde cumpre sentença de 12 anos e um mês de cadeia por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex em Guarujá (SP). Até agora, todos os pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa têm sido negados.

A fala da parlamentar ocorreu em São Paulo durante a Conferência Internacional em Defesa da Democracia, realizada pela Fundação Perseu Abramo. Gleisi voltou a dizer que Lula “foi preso sem provas”, por um Judiciário que ela definiu como “de altíssimo grau de politização”. Segundo a senadora, essa premissa é reforçada pela escolha de Sérgio Moro como futuro ministro da Justiça: “Sabemos que esse cargo é político, não técnico. Ele aceitou e insiste que o cargo é técnico”.

A parlamentar acrescentou que, com Moro à frente do Ministério da Justiça, “teremos um estado policial” no País. “E achamos que esse estado vai ser opressor a quem fizer oposição ao governo.” Gleisi também criticou o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes. “Teremos um Estado opressor e a população submetida a uma situação muito grave de falta de proteção social”, afirmou.

Na ocasião, Gleisi destacou que a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) só foi possível pelo fato de Lula ter sido, supostamente, impedido de disputar o pleito: “Fernando Haddad fez uma campanha bonita, mas muito difícil, pois estávamos lutando contra uma fábrica de fake news”.

Fonte: O Sul

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3 de dezembro de 2018
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