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Estimulação precoce em bebês é diferencial na formação de estudantes na Unijuí

10 de setembro de 2021

Há cerca de três semanas, Ana Caroline Viecili chegou ao Centro Especializado de Reabilização CER III – Unir da Unijuí, acompanhada da pequena Isadora, de 10 meses de idade. A bebê nasceu prematura, com 1,3 kg e acabou permanecendo 40 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Caridade de Ijuí (HCI). “Como ela não engatinhava, o médico indicou que eu procurasse o serviço, para estimulação”, comentou a mãe.

Desde que a Unidade de Reabilitação Física (Unir) da Unijuí foi habilitada para ser um CER III, pelo Ministério da Saúde (MS), em dezembro de 2020, o serviço passou a ser referência não só em reabilitação física, mas em reabilitação visual e intelectual. A intervenção precoce é referenciada pelo SUS para reabilitação intelectual, de acordo com o MS.

Conforme explica a coordenadora do CER III – Unir, professora Edina Coelho, os pais de bebês prematuros, já na UTI, devem ser orientados a procurar o atendimento da equipe interdisciplinar. “Todos os bebês que tenham necessidade de acompanhamento de seu desenvolvimento neuropsicomotor passam, primeiramente, por uma avaliação interdisciplinar, que irá definir e encaminhar as demandas individuais de intervenção precoce. Periodicamente, a equipe realiza reuniões interdisciplinares para discutir e reavaliar a conduta, se necessário.”

A coordenadora do curso de Fisioterapia da Unijuí e supervisora dos atendimentos fisioterapêuticos realizados aos bebês, pelo estágio final do curso, Simone Zeni Strassburger, explica que a atenção, acompanhamento e intervenção dos profissionais nos dois primeiros anos da criança é crucial para otimizar o desenvolvimento neuropsicomotor, pois é nesta fase que as células nervosas estão se formando e as estruturas do sistema nervoso se organizando.

“Os pais e profissionais que acompanham o bebê devem ficar atentos quanto à diversidade e qualidade de estímulos que seus filhos precisam receber. Por vezes, recebemos a criança após um ou dois anos de vida com atrasos significativos em seu desenvolvimento que poderiam ter sido evitados ou minimizados se a intervenção tivesse sido iniciada de forma precoce”, explica a professora. Conforme complementa Simone, nem todo prematuro terá problemas ou atrasos em seu desenvolvimento, mas sabe-se que as chances de algo interferir nesse processo são maiores nessa população – por isso o acompanhamento e início precoce da intervenção interdisciplinar são fundamentais. O trabalho acontece alinhado ao Projeto de Extensão Prematuros: Prevenção, Apoio e Cuidado, da Universidade.

Hoje, o CER III – Unir é referência para 32 municípios da região. Os profissionais de saúde podem encaminhar a criança através da Secretaria Municipal de Saúde do município de origem, que será referenciada pela 9ª (Cruz Alta) e 17ª (Ijuí) Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS) para avaliação no serviço. “No CER III – Unir os acadêmicos dos cursos da área da Saúde têm contato com diversas situações de saúde e doença e vivenciam experiências únicas, contribuindo para uma formação completa e qualificada”, comenta Edina.

Este foi o principal ponto relatado pela acadêmica do 10º semestre do curso de Fisioterapia, Liara Dahmer, que realiza estágio no CER III – Unir. “Em nenhum lugar teríamos uma experiência como aqui. Nós, alunos, participamos das discussões, avaliamos, atendemos e reavaliamos os pacientes que estão no serviço, desde crianças até idosos”, comenta Liara, que não esconde sua paixão pela profissão escolhida.

Para contatar o CER III – Unir, o telefone é 3332-0204.

Fotos: Andrise Morais

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