Estudo busca compreender sentimentos e apontar ações de cuidado aos pais de recém-nascido que passam por terapia intensiva – NoroesteOnline.com

Estudo busca compreender sentimentos e apontar ações de cuidado aos pais de recém-nascido que passam por terapia intensiva

27 de agosto de 2020
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Todos os semestres os Programas de Mestrado e Doutorado da Unijuí proporcionam defesas de Dissertações e Teses. Os trabalhos, de grande importância para a comunidade, ganham destaque em matéria por meio do projeto Popularização da Ciência, a partir desta semana, em uma ação da Vice-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão e a Coordenadoria de Marketing. Confira o texto da bolsista do projeto, Evelin Ramos. 

Dados da Organização Mundial de Saúde evidenciam que a cada ano 15 milhões de bebês nascem prematuros. No Brasil, esse número é de 279,3 mil partos anuais de prematuros, correspondendo a 9,2% entre os nascidos vivos. A internação de um filho em terapia intensiva neonatal é percebida como experiência desagradável para quem a vivencia e que pode desencadear sentimentos de insegurança, medo, desconforto, ansiedade, angústia e preocupação pelo fato de ser um local estressante, tanto para familiares, quanto para pacientes que necessitam de cuidados. Além de separar o bebê se sua família, ele é submetido a procedimentos invasivos e dolorosos, o que pode contribuir para a ocorrência desse estresse.

Neste contexto, os pais vivenciam um misto de sentimentos resultante da frustração de sonhos idealizados, de alegria substituída por insegurança, uma realidade incerta, permeada de vários sentimentos, inclusive o de luto. A inserção da família do Recém-Nascido (RN) no ambiente da UTI Neonatal é um aspecto que necessita de ações concretas de toda a equipe, em especial, dos enfermeiros no referido ambiente, os pais se deparam com profissionais até então desconhecidos, porém, eles e seus filhos permanecerão inseridos na condição de dependência.  A  pesquisadora Mariléia Stübe estudou esta temática na produção da dissertação de Mestrado com o título “Estresse e Coping em pais de recém-nascido em terapia intensiva”.

Segundo Mariléia, o maior desafio para os profissionais de saúde que atuam em terapia intensiva neonatal é inserir os pais no cuidado do recém-nascido que necessita de cuidados intensivos: “as reações desencadeadoras de estresse diante da hospitalização do filho em terapia intensiva neonatal compreendem alterações orgânicas e distúrbios emocionais, ambos requerem adaptação e incluem estratégias de enfrentamento ou coping”. explicou a pesquisadora.

A pesquisa realizou a avaliação dos níveis de cortisol salivar dos pais como um  importante marcador fisiológico do estresse, o objetivo específico foi avaliar estresse e coping em pais de recém-nascidos internados em uma Unidade Terapia Intensiva Neonatal. Foi utilizado dois questionários validados (um para estresse e um para coping). A equipe que atua em terapia intensiva neonatal, em especial os enfermeiros, de posse dessas informações, podem buscar implementar ações de educação em saúde que incluem criação de grupos de apoio, com atendimento individualizado ou coletivo, tendo em vista a ampliação de conhecimento, criação de vínculo, redução dos níveis de estresse, melhor enfrentamento da situação vivenciada e qualificação da assistência neonatal.

Portanto, o estudo buscou compreender sentimentos de 20 mães de bebês, internados em uma UTIN, analisando o vínculo e participação delas no cuidado ao filho. A pesquisa concluiu que há necessidade de programa educativo contínuo para ajudá-las na superação de sentimentos negativos, fortalecimento de vínculo mãe-filho e autoconfiança das mães para cuidar dos filhos após a alta hospitalar. Outra investigação com 20 mães de RNs prematuros, internados em uma UTIN de um hospital universitário, utilizou a Parental Stressor Scale: Neonatal Intensive Care Unit (PSS: NICU) e concluiu que o estresse propicia a maior insegurança no cuidado ao filho e que a equipe necessita direcionar um olhar para as necessidades maternas com vistas a criação de vínculo entre mãe e bebê.

Ainda, segundo a pesquisa, diante de uma experiência avaliada como estressante, ocorre avaliação cognitiva, entendida constantes para o desencadeamento de políticas públicas de atenção em neonatologia, direcionadas à família, pois a criança necessita da participação efetiva de seus pais neste momento de fragilidade e, inclusive, beneficia segmentos importantes da população em termos de promoção da saúde, recuperação, prevenção de complicações, de melhora da qualidade de vida e, possivelmente, podem contribuir na redução do período de internação hospitalar do RN.

A Dissertação de Mestrado com título “Estresse e Coping em pais de recém-nascido em terapia intensiva”, foi apresentado ao Programa de Pós-Graduação em Atenção Integral à Saúde, uma associação entre a Unijuí e Unicruz, com a orientação da Profª Drª Eniva M. F. Stumm, sendo que a Comissão Examinadora foi formada por Profª Drª Janaína Coser, Profª Drª Rafaela Andolhe, Profª Drª Matias Nunes Frizzo.

 

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