O governo do Estado, por meio da Companhia Rio-Grandense de Saneamento (Corsan), anunciou, na manhã de ontem, quarta-feira,18, investimento de R$ 72,2 milhões em obras de abastecimento de água e de sistema de esgotamento sanitário em sete municípios. O prazo de execução das obras varia de 12 a 90 meses. As cidades beneficiadas são Farroupilha, Ijuí, Rio Grande, São Borja, Santo Ângelo, São Sebastião do Caí e Tramandaí.
Para Ijuí, de acordo com o prefeito Valdir Heck, que participou do ato de assinatura da ordem de serviço, realizado na sede da Companhia, em Porto Alegre, o recurso contratado é na ordem de R$ 23.465.307,69 (o maior) e contempla a execução de 73,2 quilômetros de redes coletoras de esgoto, 5.477 ramais prediais e uma estação de bombeamento com vazão de 22 litros por segundo. “Esses investimentos atenderão metas previstas no Plano Municipal de Saneamento Básico e no contrato de programa, com obras que beneficiarão cerca de 35 mil habitantes, promovendo o desenvolvimento do município e a melhora expressiva no saneamento local”, explica.

Ainda segundo o prefeito, conforme o contrato, os trabalhos serão realizados num prazo de 36 meses, pelo Consórcio Archel-Behr, com recursos provenientes do Orçamento Geral da União (OGU) e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). “Mas as nossas tratativas com a Corsan, vão além: a previsão é que os investimentos projetados superem a casa dos R$ 40 milhões, incluindo outros valores da assinatura de renovação da concessão prevista para a próxima semana”, pontua o prefeito. A expectativa são R$ 16 milhões, a fundo perdido, para esgotamento pluvial; R$ 4 milhões para outros investimentos, incluindo a repavimentação de alguns trechos de asfalto e a revitalização da avenida Pinheiro Machado; e também, constam no contrato, outros R$ 2 milhões para a revitalização da Rua 15 de Novembro.
Valdir Heck disse que já agendou reunião com a empresa vencedora para licitação da Corsan, para estabelecer as prioridades imediatas para serem executadas e a forma de execução também. “Nós queremos minimizar os transtornos. Claro que há situações inevitáveis porque quando não tem massa asfáltica, não temos o que fazer. Mas ressalvando essas questões, queremos sentar e planejar”, assegura o chefe do Executivo.