O Grupo Imasa, fabricante de máquinas agrícolas, uma das empresas mais tradicionais no segmento, com sede em Ijuí desde 1922, entrou em recuperação judicial. O pedido foi aceito pela Justiça.
De acordo com informações a motivação se deu em função da crise nacional e a empresa tem 60 dias para apresentar um plano de reestruturação de dívidas, que precisa ser aprovado por credores e homologado pela Justiça. A dívida passiva supera os R$ 9 milhões, sendo que quase R$ 4 milhões são decorrentes de créditos trabalhistas.
Atualmente a Imasa gera cerca de 100 empregos diretos e 300 indiretos.
“A Imasa teve uma queda acentuada de vendas e, aliado a isso, um alto custo das fontes de financiamento. A empresa é viável e precisa desse tempo de estagnação de seus passivos para conseguir se recuperar”, explica a advogada Aline Ribeiro Babetzki, do escritório ABAC- Aline Babetzki Advocacia e Consultoria Jurídica, responsável pelo processo.
A recuperação judicial pretende organizar as contas da empresa, manter a operação e preservar os empregos. A recuperação judicial permite que as dívidas até o pedido ajuizado fiquem em suspenso. Enquanto não houver aprovação do plano de recuperação judicial, a empresa não faz o pagamento dessas dívidas, que serão pagas apenas partir da aprovação do plano.
A Imasa foi fundada em 1922. Há 30 anos, desenvolve o sistema chamado de “Plantio Direto”, que faz a cobertura do solo para manter os nutrientes. Tem representantes no Brasil, Paraguai, Bolívia e Costa Rica. Também exporta para Paraguai, Uruguai, Argentina, Bolívia, Portugal, Espanha, França e Angola.