Em reunião na quarta-feira (13), em São Paulo, os oito clubes que assinaram contrato de TV com a Turner se aproximaram de um acerto para transmissão dos jogos do Brasileirão 2019. Havia um descontentamento de Inter, Santos, Athletico-PR, Ceará, Fortaleza e Bahia com relação à desigualdade no pagamento de luvas na comparação com o Palmeiras — os paulistas receberam R$ 100 milhões por seis anos de acordo, R$ 16,6 milhões por ano, enquanto o Inter, por exemplo, embolsou R$ 6,5 milhões por ano.
Por isso, a reivindicação de uma compensação financeira. Outra questão levada ao conglomerado norte-americano estava relacionada ao fechamento dos canais Esporte Interativo e à transferência das transmissões para o Space e o TNT, cuja grade de programação é baseada em séries e filmes. Na semana passada, a Turner colocou à mesa de negociações dois executivos de seu braço argentino e responsáveis pelos contratos na América Latina. No encontro de terça, eles acenaram com uma compensação nos valores de luvas. Até sexta-feira (15), os advogados dos clubes se reunirão para analisar as questões legais da oferta.
Confirmado o acordo, os colorados verão os jogos do time em canal fechado, no Brasileirão 2019 e 2020, no Space e na Turner. Para a direção, a definição desse tema representa um reforço no caixa, já que a Turner acena com elevação do valor das luvas. O ingresso dos norte-americanos nas transmissões de TV criará uma situação nova no futebol brasileiro a partir deste ano, com duas grades da TV fechada. E quando se enfrentar um time da Turner e outro da SporTV? Nesse caso, explica Chaves Barcellos, o torcedor só verá o jogo no pay-per-view.
Ainda não houve acerto entre as duas redes para que, por exemplo, o jogo seja transmitido no canal do mandante, como acontece em alguns países.