O técnico Valdir Espinosa morreu aos 72 anos, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira. Ele havia sido internado para uma cirurgia na região do abdômen, e não conseguiu se recuperar. Treinador campeão da Libertadores e do Mundo com o Grêmio em 1983, ele estava trabalhando como coordenador técnico do Botafogo, até se licenciar por problemas de saúde.
Espinosa teve uma longa e vitoriosa história ligada ao Grêmio. Foi lateral direito do Tricolor entre 1970 e 1973, depois passou pelo CSA, Esportivo, de Bento Gonçalves e Vitória. Ao sair do clube baiano, em 1979, assumiu como técnico do Esportivo. Antes de voltar ao Grêmio no comando técnico, passou pelo Ceará e Londrina.
Em 1982, chegou ao Tricolor gaúcho e participou da montagem de um dos maiores times da história do clube. No ano seguinte, conquistou a Copa Libertadores da América e a Copa Intercontinental. Em 1984, partiu para a primeira experiência no exterior e treinou o Al-Hilal, Arábia Saudita. Dois anos depois, voltou ao Grêmio e conquistou o Campeonato Gaúcho.
Espinosa como jogador do Grêmio Foto: CPMemória
Ao todo, Espinosa trabalhou em 21 clubes diferentes no Brasil e no exterior. Fora do país, trabalhou três vezes no Cerro Porteño do Paraguai, onde foi campeão nacional duas vezes, no Tokio Verdy, do Japão e encerrou a carreira profissional em 2016, no Las Vegas City. No futebol brasileiro, as agremiações que mais comandou foram o Botafogo e o Fluminense.
No clube da Estrela Solitária, ajudou o clube a voltar a vencer um Campeonato Carioca após 20 anos. O ex-atacante da dupla Gre-Nal, Maurício marcou o gol do título em 1989. A última passagem de Valdir Espinosa pelo Grêmio foi em 2016, contratado para ser coordenador de futebol, onde ajudou o clube a conquistar quinta do Copa do Brasil. Em 10 de agosto do ano seguinte, foi demitido e deixou o clube “decepcionado com alguns (integrantes do departamento de futebol)”. Espinosa teve uma breve passagem pelo Inter, quando comandou o clube por dois meses em 1990.
Espinosa é natural de Porto Alegre e nasceu no dia 7 de outubro de 1947. Jogador importante nas conquistas internacionais de 1983, Renato Portaluppi considera o ex-técnico como um pai. Além do Grêmio, os dois trabalharam juntos em 2009 no Fluminense.