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Na pandemia, tênis surge como alternativa de esporte seguro

25 de março de 2021

Conhecido como um dos esportes mais difíceis do mundo, o tênis ganhou novos adeptos nos últimos tempos. Isso porque o esporte de origem inglesa está entre os mais seguros para se praticar durante a pandemia de Covid-19. Sem precisar de contato físico, e com amplo espaço para manter o distanciamento social, o tênis é uma alternativa para quem quer praticar exercício físico, através do esporte, sem deixar de lado os cuidados contra o coronavírus.

A Associação Médica do Texas, nos Estados Unidos, considerou o esporte um dos mais seguros na pandemia. Em uma tabela criada para classificar o risco das atividades no cotidiano, numa escala de 1 a 10, o tênis está no nível 2 e é considerado mais seguro do que jogar futebol e basquete. Os critérios são embasados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que aponta que esportes com menor risco de contágio são aqueles disputados ao ar livre e com distanciamento.

Um relatório de participação do Physical Activity Council, divulgado no New York Times, revela que a participação no tênis aumentou 22% em 2020, nos EUA, com 21,6 milhões de americanos afirmando ter praticado a atividade pelo menos uma vez. São quase 3 milhões de novos jogadores e 3,8 milhões de estadunidenses que voltaram ao esporte após meses de lockdown – um aumento de 40% em relação a 2019.

“Eu dei aula durante toda a pandemia. E mesmo com o distanciamento proporcionado pelo tamanho da quadra, as pessoas iam de máscara. O contato é realmente muito pequeno. Todo mundo chega com a sua própria roupa, os vestiários do clube quase não são mais utilizados. Quem não tem o equipamento, eu empresto, depois de fazer uma higienização. Mas o álcool em gel também está sempre acompanhando meus alunos. Na hora de matar a sede, cada um possui a própria garrafa de água. A bola de tênis, eu não deixo que nenhum aluno pegue. Tenho sempre bola na cesta, e se for preciso, uso um cano de PVC, para evitar o contato”, relatou Anne-Marie Anderson, professora do Clube de Tênis do Fluminense FC, em Laranjeiras, no Rio, há mais de 20 anos.

Uma quadra de tênis, em formato retangular, possui dimensões de 23,77m x 8,23m para jogo de simples (single 1×1). E em caso de duplas, a quadra tem um corredor a mais, com uma linha paralela, e uma largura de 10,97m no total. Para Anne, o aumento de mais de 40% no Clube do Fluminense ocorre porque o tênis é um esporte seguro (para a pandemia) e porque as pessoas procuram formas de desopilar.

“As pessoas estão extremamente angustiadas com a quarentena. Quando você entra em uma quadra, aquilo vira um prazer, uma forma de terapia, que te faz esquecer dos problemas. É saúde física e mental”, completou.

O aumento não foi observado apenas no Clube do Fluminense. João Batista Guedes, professor no Clube de Tênis do Flamengo, há mais de 20 anos, também relatou uma alta na demanda de mais de 50%. Segundo ele, o clube criou um grupo de ranking que possui 110 jogadores – fora frequentadores não tão assíduos e novos alunos.

Tênis é saúde

O tênis é um esporte praticado em ambiente aberto, sem muito contato físico e pode ser uma ótima opção para evitar o sedentarismo e a angústia que a quarentena traz. Em uma hora de aula, o tênis pode proporcionar uma perda, em média, de 600 kcal a 800 kcal, variando, é claro, de pessoa para pessoa. O esporte, no entanto, é uma atividade traumática que deve ser acompanhada de exercícios para o fortalecimento da musculatura/articulações e alongamento para fugir de possíveis lesões.

Benefícios: aeróbico – cardiovascular; musculoesquelética – glúteo, quadril, inferior, abdômen (rotação de tronco), posterior; emagrece – média de 600 a 800 kcal (1h de aula); ar livre – vitamina D; osteoporose – melhora com o estresse no osso.

Fonte: O Sul

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