O presidente Michel Temer afirmou que o governo de transição começa nesta segunda-feira (29) ou, mais tardar, terça-feira (30).
Temer disse que, em todas as áreas do governo, o processo de transmissão da administração federal já está adiantado e que o futuro presidente e equipe receberão todas as informações ainda nesta semana.
O presidente Temer falou com a imprensa ao sair do colégio Santa Cruz, na zona Oeste da capital paulista, onde chegou para votar às 8h07min neste domingo (28). Ele estava acompanhando do ministro de Ciência e Tecnologia e presidente do PSD, Gilberto Kassab.
Sobre o eventual apoio do MDB ao próximo governo, Temer afirmou que o partido ainda não discutiu essa possibilidade. O presidente também comentou os episódios de agressão entre militantes e apoiadores do PSL e do PT. Ele disse apenas que essa é um problema a ser tratado pelo Poder Judiciário e não pelo Executivo. O presidente disse que espera que a eleição neste domingo transcorra em clima de tranquilidade.
Gastos
O gasto do governo federal com publicidade estatal caiu durante a gestão do presidente Michel Temer (MDB) a patamares inferiores aos registrados durante os anos finais do PT no poder. Em 2018, até outubro, o valor gasto foi 34% menor do que no ano passado inteiro: R$ 1,24 bilhão. A expectativa da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência) é chegar à casa do R$ 1,5 bilhão ao fim do ano, ante R$ 1,9 bilhão em 2017.
Os dados a partir de 2017 são inéditos e incluem gastos do governo e de estatais, além da publicidade legal, como editais. A Secom está refazendo suas tabelas, que são comparáveis em metodologia às que eram divulgadas até o ano passado pelo extinto Instituto para Acompanhamento da Publicidade.
Em números deflacionados, de 2009 a 2014 (governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, do PT) o gasto esteve no patamar mais alto da série histórica iniciada em 2000, chegando ao pico de R$ 2,9 bilhões em 2013.
A partir de 2015, o valor começou a cair, para R$ 2,1 bilhão. O país vivia a recessão e os efeitos da Operação Lava-Jato no investimento da Petrobras, estatal que sempre investiu muito em publicidade. Em 2016, Dilma foi impedida e Temer assumiu, e o valor caiu para R$ 1,5 bilhão. No ano seguinte, o primeiro todo sob Temer, registrou um aumento para R$ 1,9 bilhão. Agora, o valor voltou a cair.
Das oito categorias que a Secom considera, o meio jornal está em sexto lugar em volume de verbas destinadas, com 3,1% do total até aqui neste ano. Em 2018, recebeu 5,7%. O resultado acompanha a crise deste mercado desde a ascensão da internet. Em 2000, por exemplo, foram destinados R$ 344 milhões em valores atualizados para jornais – a queda é contínua desde 2009, quando o setor recebeu R$ 254 milhões.