A Covid está afetando a produção dos frigoríficos gaúchos. As empresas de proteína animal do Rio Grande do Sul reduziram produção ou lançaram mão de estratégias para compensar a falta de trabalhadores afastados pela doença. O potencial de disseminação da variante ômicron vem afastando funcionários essenciais para manutenção das atividades, especialmente as de abate.
Na Serra, uma indústria de proteína animal reduziu em 7% o volume diário de abates em razão da nova onda da pandemia e convocou pessoal para trabalhar nos finais de semana. Horas extras também têm sido a estratégia de plantas no Norte do Estado. Para driblar a falta de mão de obra, outras medidas também vêm sendo adotadas pelos frigoríficos, como mudar o mix de produtos e fazer rodízio dos trabalhadores dentro da fábrica.
“Mesmo com aumento de casos de Covid, com alguns servidores afastados devido ao contágio e com quadro funcional bastante defasado há anos, os trabalhos de fiscalização agropecuária seguem normalmente para garantir a segurança alimentar da população e manter a produção e exportação dos produtos de origem animal e vegetal”, ressalta Soraya Elias Marredo, delegada do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários no Rio Grande do Sul (DS-RS Anffa Sindical).