Paixão brasileira, futebol de botão é tema de um inusitado museu na Hungria – NoroesteOnline.com

Paixão brasileira, futebol de botão é tema de um inusitado museu na Hungria

3 de janeiro de 2022
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Todo brasileiro – ao menos os com mais de 30 anos – que já se apaixonou pelo futebol, em algum momento da vida já se viu debruçado sobre um tabuleiro cheio de discos, como se ali acontecesse uma final de Copa do Mundo.

Os húngaros alegam que o futebol de botão é criação deles, e surgiu em terras magiares em 1921. O que contraria a versão mais comum no Brasil, de que o jogo já existia por aqui até que, em 1930, teve suas regras padronizadas a partir do manual “Regras Officiaes do Foot-ball Celotex”, escrito pelo músico, pintor e publicitário Geraldo Cardoso Décourt.

Indefinições históricas à parte, a paixão pelo jogo ou mesmo curiosidade podem ser motivos suficientes para visitar Szigetszentmiklós, cidadezinha a 22 quilômetros de Budapeste que nunca entraria em qualquer guia de viagens não fosse o fato de abrigar a Casa do Futebol de Botão (Gombfoci Háza, em húngaro).

O museu foi formado a partir da coleção particular de Attila Becz, que tem 65 anos e começou a praticar o futebol de botão aos oito, nos anos 1960.

“No verão, jogávamos futebol nas ruas e em terrenos baldios, depois, no futebol de botão no inverno, não havia muito mais o que fazer para um garoto louco por futebol”, disse ele. “É um esporte nacional tradicional, como a petanca para os franceses ou o beisebol para os americanos.”

O espaço do museu é pequeno, e parece ainda mais acanhado diante do volume do acervo, acomodado em fileiras de armários no pequeno corredor que exibem memorabilia, incluindo botões antigos da década de 1920, troféus de campeonatos diversos e conjuntos de plásticos com imagens de estrelas dos dias modernos.

Fonte: O Sul

Profissional do Futuro Unijuí

3 de julho de 2026
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