Panambiense usa resíduo de plástico para produzir bancos e gera nova fonte de renda – NoroesteOnline.com

Panambiense usa resíduo de plástico para produzir bancos e gera nova fonte de renda

18 de julho de 2019
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Lange Termoplásticos, empresa de Panambi que produz caçambas plásticas para transporte de grãos, transformou um problema em oportunidade. Quando o tempo de uso das estruturas chegava ao limite, os clientes as devolviam. Ildo Artur Lange, 64 anos, então, decidiu dar um novo destino ao descarte. Bancos que imitam madeira, agora, representam uma fonte de renda extra dentro da companhia, além de exemplo de respeito ao meio ambiente.

“Todo mundo reclama que o plástico contamina a natureza, mas o plástico não é o problema, é a administração do resíduo. Se todo mundo administrasse o seu resíduo, o meio ambiente seria mais limpo”, entende Ildo.

Somente no ano passado, a empresa, de quase três décadas, transformou 40 toneladas de plástico nas peças. Elas são utilizadas, principalmente, por prefeituras, escolas, frigoríficos, vestiários e academias. Cerca de 15% do faturamento da Lange já vem dos bancos, que são vendidos em diversos tamanhos, a partir de R$ 270,00 o de três lugares.

“É um banco que não termina nunca mais. O plástico leva 300 anos para se degradar. Pode ser mais caro, mas o custo benefício é maior que a madeira, já que não precisa pintar”, aponta o empreendedor, que criou a alternativa há cinco anos.

O processo de fabricação, que contou com sugestões do filho de Ildo, o Franco, tecnólogo em Polímeros e formado em Engenharia Mecânica, consiste em moer a caçamba e retrabalhar o conteúdo. “Ter essa virtude de poder transformar um produto em peça de novo e a garantia de que as próximas gerações terão um planeta mais limpo é muito gratificante”, expõe Ildo.

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