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Projeto Integrador foca em ações na comunidade quilombola

9 de setembro de 2021

Tendo como objetivo contribuir para a qualidade de vida e saúde da comunidade quilombola, localizada no Passo do Araçá, o Projeto Integrador Atenção à Saúde tem desafiado as acadêmicas Nicoli de Almeida Delavusca (Enfermagem), Éllen Diogo Lorca (Fisioterapia), Júlia Elena Spohr (Farmácia), Nathalia Zimmermann e Ana Laura Toquetto (Biomedicina). As estudantes estão conhecendo e resgatando a história do povo, além de estabelecer vínculos com a escola situada na localidade, a partir da orientação das professoras Bruna Nadaletti de Araujo, Marli Dallagnol Frison e Eilamaria Libardoni Vieira, que trabalham no componente curricular Projeto Integrador do Módulo II dos cursos do Núcleo da Saúde da Unijuí.

Recentemente, o projeto foi tema de uma reunião com a Administração de Catuípe, através da Secretaria Municipal de Educação, que contou com a presença das acadêmicas e da professora Eilamaria Libardoni Vieira,  além da secretária municipal de Educação, Silvia Rejane Sfalcin, da extensionista rural/social da Emater-RS/Ascar Catuípe, Claudia Nunes, e da coordenadora pedagógica Denise Soares Ricco Tavares.

Após uma conversa de apresentação e resgate da história do município de Catuípe e do Quilombo, foi realizada uma visita à comunidade quilombola. A proposta do projeto foi apresentada e visitas realizadas à sede, à Agroindústria de Panificados do Quilombo e à Escola Municipal de Ensino Fundamental Marechal  da Costa e Silva, localizada no Engenho Velho/Catuípe.

Secretaria Municipal de Educação e Emater estão engajados com o Projeto Integrador, que tem como desafio melhorar a qualidade de vida das famílias e o desenvolvimento sociocultural da comunidade quilombola, que terá um olhar externo das acadêmicas de diferentes cursos do Núcleo da Saúde da Unijuí.

Para a estudante Éllen, a palavra que definiu o dia foi aprendizado. “Como acadêmica, pude aprender muito com todo o resgate cultural que eles estão trazendo, com a sua agroindústria que, além de ser renda, é amor. Além disso, a comunidade Passo do Araçá me fez aprender como pessoa. A alegria de viver deles é admirável. O empoderamento feminino é muito forte e principalmente o amor que eles têm pela comunidade é muito lindo. Espero que no trabalho que iremos desenvolver possamos ajudar ainda mais. O diferencial foi o olhar humanizado das pessoas e é assim que queremos realizar esse projeto.”

Na avaliação de Ana Laura Toquetto, a visita à comunidade foi de extrema importância. “Poder estar em contato com as pessoas e se inserir na comunidade não nos deixa distantes da realidade que enfrentaremos no futuro. Foi uma experiência incrível poder conhecer, ouvir as histórias, conversar e entender o sentido de saúde para as pessoas, que vai muito além dos conceitos científicos, para um significado repleto de sentimentos. Com essa visita, tive certeza que estou no caminho certo. Espero poder contribuir com a comunidade da mesma forma que eles estão contribuindo comigo”, disse.

Já para Júlia Elena Spohr, a visita foi importante para desmistificar tudo o que foi visto pela televisão. “Chegando lá, vimos uma realidade completamente diferente e encontramos pessoas muito acolhedoras, humildes, simpáticas, de bem com a vida e felizes com o que fazem e onde moram. Deu para sentir no ar o orgulho deles ao falarem sobre seus antepassados e suas origens. Foi uma experiência incrível.”

De acordo com a professora Eilamaria, oportunizar aos acadêmicos a aproximação com a comunidade possibilita a construção de soluções para desafios reais, onde estão ligadas relações sobre o trabalho em equipe, valorização das culturas e hábitos de vida, atenção integral à saúde e construção de habilidades e competências profissionais e comportamentais. “Construir relações com os estudantes, demandantes, mentores e comunidade contribui para que nós, professores, também possamos aprimorar nossas competências e habilidades. Para além disso, poder partilhar dos conhecimentos da comunidade Quilombola é construir relações que transpassam as teorias e aproximam as relações culturais e pessoais”, reforçou a professora.

A partir desse primeiro encontro, serão articuladas as demais etapas do projeto, estabelecendo objetivos, metas e solução para o desafio.

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