A trajetória da Unijuí, ao longo de seis décadas, se confunde com a história e a evolução do cooperativismo no Rio Grande do Sul e do Brasil. As bases comunitárias e os princípios norteadores da Fidene/Unijuí, sustentadas na autogestão, na solidariedade e na responsabilidade coletiva, se assemelham a identidade histórica e evolução do próprio cooperativismo.
De acordo com o professor Pedro Luís Büttenbender, Coordenador do Curso de Pós-graduação em gestão de Cooperativas, a atuação preferencial da Unijuí está territorialmente identificada as bases históricas do surgimento do Cooperativismo no RS, no Brasil e na América Latina, que foram as reduções Jesuítico-Guaranis. Desde a sua fundação a Fidene/Unijuí possui laços de integração e cooperação com o sistema cooperativo, expressos através de programas, cursos e projetos articulados em comum, quanto também através de estratégias colaborativas em prol do desenvolvimento da região.
“O ambiente de cooperação constituído entre estas organizações, demonstrou ser fértil e de resultados positivos, oportunizando a capacitação, formação e qualificação de cooperativistas”, afirma Büttenbender.
Este ambiente de cooperação e intercooperação é também fortalecido pela germinação e execução conjunta de várias outros, novos programas e projetos de educação e de desenvolvimento do cooperativismo, assentando-se:
“De outra parte, as iniciativas empreendidas na área do cooperativismo possuem uma forte ligação com o mundo empírico e a realidade cotidiana das cooperativas, complementada pelas relações de cooperação e integração nacional e internacional com o sistema cooperativo. Destacam-se experiências concretas de intercâmbios nacionais e internacionais de estudantes e professores, como por exemplo o cooperativismo do Paraguai, da Argentina, do Uruguai e outros países. A participação ativa na Rede Latino-americana de Investigadores Cooperativos – REILAC, ligados também a OCB e a ACI. Intercâmbios de docentes e alunos com cooperativismo Canadense, Europeu e outros”, destaca Pedro.
Agregam-se as prioridades da excelência acadêmica, as práticas pedagógicas inovadoras na educação e formação em cooperativismo, na graduação e pós-graduação, com a adoção de metodologias ativas de aprendizagens. Estas metodologias que se constituem referência também no Encontro de Docentes do Cooperativismo, estimulando e acelerando a aprendizagem, oportunizando maior interatividade e novas experiências, aproximando e integrando a universidade no ambiente cooperativo, transformando estes também em permanentes espaços de formação e educação cooperativa.
Pedro também ressalta que os integrantes dos programas voltados ao cooperativismo são todos agentes inseridos na vida cotidiana das cooperativas, integrando-as como dirigentes, associados e/ou funcionários. “A apresentação deste caso diferenciado e inovador, com sua trajetória histórico-evolutiva de cooperação, é a expressão da capacidade de produzir resultados na educação cooperativa e demais áreas além das capacidades institucionais individuais. A combinação e complementação de competências e afinidades institucionais, com a intercooperação, agregam valor a vida e ao desenvolvimento sustentável das regiões”, ressalta Büttenbender.
A Unijuí estará participando no dia 08 de novembro, do Encontro de Docentes do Cooperativismo, que estará ocorrendo em Bento Gonçalves. Na oportunidade um grupo de professores da Universidade participará de debates acerca das metodologias ativas no ensino do cooperativismo.
O Encontro de Docentes faz parte da programação do XVIII Seminário Gaúcho do Cooperativismo. O evento tem como objetivo oferecer espaço para docentes discutirem, em um contexto cooperativista, experiências, desafios e possibilidades didáticas em sala de aula, e é direcionado para docentes do campo de educação superior cooperativista.