Uso inadequado de antibióticos deixa bactérias mais fortes e diminui eficácia do remédio – NoroesteOnline.com

Uso inadequado de antibióticos deixa bactérias mais fortes e diminui eficácia do remédio

29 de setembro de 2019
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Algumas pessoas usam antibióticos com qualquer dor de garganta, mas essa prática é perigosa porque se exagerar no uso, na hora que a pessoa precisar, o remédio pode não fazer efeito. Com o tempo, essas bactérias aprendem como o antibiótico funciona e passam a se tornar mais resistentes. Elas se multiplicam e as bactérias descendentes já nascem resistentes aos antibióticos também. Por isso a importância de só usar o remédio com prescrição médica.

Trilhões de bactérias circulam no corpo humano. Estão na pele, em todos os órgãos. Elas só provocam doenças se a pessoa fica e com a imunidade baixa. Quando a gente toma antibiótico, todas as bactérias, boas e ruins, diminuem. As mais frágeis (bactérias sensíveis) morrem primeiro; e outras bactérias podem se tornar resistentes ao medicamento.

Com o uso inadequado de antibiótico, pode ocorrer um processo de ‘seleção’: enquanto as bactérias ‘sensíveis’ são eliminadas a partir desse contato, as ‘resistentes’ permanecem e se multiplicam. As bactérias resistentes são aquelas difíceis de combater, pois não morrem com um ou vários tipos de antibiótico.

Os antibióticos devem ser usados apenas no tratamento de infecções bacterianas, de acordo com prescrição médica, e sua eficácia está diretamente relacionada ao agente causador da infecção. Nem todos os antibióticos são adequados para uma mesma infecção. Doenças que podem ser tratadas com antibiótico: infecções causadas por bactérias; pneumonia bacteriana; otite; sinusite e amigdalite. Resfriado, dor de garganta e gripe não devem ser tratados com antibióticos.

Erros graves e comuns que as pessoas cometem ao tomar antibióticos: tomar antibiótico para prevenir infecção; tomar antibiótico para evitar que a gripe seja muito forte; tomar antibiótico para evitar que a gripe evolua para pneumonia; achar que a sinusite é viral; tomar antibiótico que sobrou em casa, sem orientação médica; parar de tomar o antibiótico antes do término do tratamento.

Tempo de uso

Hoje em dia os médicos orientam o uso de antibiótico por menos tempo, pois estudos mostram que eles podem ter a mesma resposta se usados por longo período. Em alguns casos de infecção urinária, costumava-se fazer o tratamento por 10 a 17 dias. Hoje baixou para três a cinco dias. Infecções abdominais eram tratadas por 14 dias. Hoje são cinco dias. O tempo de uso do antibiótico é suficiente quando ele mata as bactérias que causaram a doença e que estão se multiplicando em maior número, mas que mata muitas bactérias que colonizam o nosso corpo e que são importantes para o equilíbrio do organismo.

A dica para evitar o excesso de antibiótico é manter o sistema de defesa bom, o que é possível com alimentação saudável e um sono restaurador. Tomar as vacinas do calendário também são medidas importantes para diminuir o uso de antibiótico. Em países desenvolvidos, a orientação é, em casos de infecções, observar os sintomas por 48 horas e só fazer uso do antibiótico, se eles piorarem.

Como se formam

O uso exagerado de antibióticos faz com que as bactérias fiquem mais fortes. Existem três mecanismos para a formação das superbactérias: tem bactérias que criam uma parede espessa que impede a entrada do antibiótico; outras bactérias permitem que o antibiótico entre, mas enzimas produzidas por ela inativam a ação do antibiótico. O antibiótico entra, mas não consegue matá-la, e outras em que o antibiótico entra e a bactéria “cospe” o medicamento para fora.

Fonte: O Sul

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