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Vendas de moda íntima crescem no País

21 de julho de 2019
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A moda íntima deve ser o primeiro segmento da indústria têxtil a mostrar crescimento neste ano, segundo levantamento da consultoria Iemi – Inteligência de Mercado. O movimento, que já começou, é impulsionado por um aumento da demanda em todas as faixas de renda, das classes A e B até a base da pirâmide. As informações são do jornal Valor.

Estimativas projetam vendas de 1,588 bilhão de peças ao término deste ano no varejo, alta de 2,1% ante ano anterior – sendo que, em 2018, o segmento amargou queda de 0,5%. Caso se confirme, será o maior patamar de peças de moda íntima vendidas no varejo desde o início da série histórica elaborada pela consultoria a partir de 1990.

Sinais de que as vendas estão reagindo foram registrados no primeiro semestre deste ano por varejistas de pequeno porte e por redes maiores como Hope, 2 Rios e Lupo. A maioria trabalha com a expectativa de que a tendência de melhora nas vendas continue neste segundo semestre.

Ao detalhar a evolução do segmento, o diretor da consultoria lembrou que a crise econômica atingiu em cheio a indústria de moda íntima em 2016, descrevendo aquele ano como “o fundo do poço”. Naquele ano, o IBGE anunciou queda de 3,3% para o PIB (Produto Interno Bruto) do País.

Fatores específicos à indústria da moda íntima devem sustentar o crescimento do setor neste ano, mesmo em um ambiente de mercado interno desaquecido, disse Prado. O fato de serem produtos de primeira necessidade e de baixo valor, que não duram muito tempo, ajuda na melhora de vendas entre os mais pobres. Por outro lado, investimentos de grandes marcas em novas linhas de produtos, e não meras imitações de peças estrangeiras, valorizam as peças e acabam atraindo o interesse dos consumidores de renda mais alta, observou Prado.

Para a Hope, o primeiro semestre foi melhor em vendas ante igual período no ano passado, com perspectiva boas para o segundo semestre, segundo informou o CEO, José Luis Fernandes. “Vamos terminar com certeza [com faturamento] maior do que o do ano passado”, afirmou, sem citar números.

O fato de a demanda não depender de “coleções” também ajuda, acrescenta Edmundo Lima, diretor executivo da ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil). “A moda íntima não acompanha tendência de consumo de primavera, verão, outono e inverno; é o produto mais consumido [da indústria têxtil] no ano todo”, disse.

A melhora na demanda também foi percebida na Fevest, feira do segmento realizada em Nova Friburgo, município do Rio. A cidade é responsável por 25% da produção de moda íntima, para a praia e para fazer ginástica do País, segundo o Sindicato do Vestuário de Nova Friburgo e Região. O evento no ano passado movimentou R$ 40 milhões em negócios. Neste ano, segundo Marcelo Porto, presidente do sindicato, o valor negociado cresceu, entre 3% e 6%.

Fonte: O Sul

EAD UNIJUÍ

31 de julho de 2019
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